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Os dados sempre tiveram papel importante nas organizações. Nos dias de hoje, diante da facilidade de obter informações de maneira rápida e segura, podemos dizer que passou o tempo em que as empresas tomavam suas decisões baseadas puramente em especulações e sem embasamento algum.

Dentro desse contexto de evolução tecnológica dos dados e de inovação, ser data driven tornou-se crucial para o sucesso dos negócios das organizações. Mas, afinal, o que é uma empresa data driven e quais os benefícios em ser uma?

Isso você descobre neste blogpost. Boa leitura!

 

Cultura orientada a dados

Data driven, na tradução livre do inglês, significa “orientado a dados” e surgiu como uma extensão da ciência de dados, área de conhecimento que utiliza métodos científicos e algoritmos para transformar informações. O objetivo desse conceito é alçar a organização a outros patamares, fazendo dela mais competitiva em seu mercado de atuação, consequentemente promovendo melhores resultados.

Logo, uma empresa data driven é aquela que possui essa prática dentro de seus pilares de negócios e, principalmente, cultiva a cultura de utilizar dados e inteligência para tomar todas as suas decisões estratégicas, fomentando entre os/as seus profissionais a utilização das informações para análise, experimentação e velocidade em seus processos. Afinal, o primeiro passo para aplicar essa cultura é mudando o mindset das pessoas quanto a utilização dos dados.

Com base em um estudo, a consultoria Gartner mostrou a importância do uso correto dos dados por parte das empresas: apenas 3% das informações coletadas realmente são utilizadas para alguma finalidade; os/as profissionais perdem 37% do seu tempo procurando os dados que realmente precisam; concomitantemente, os/as mesmos(as) desperdiçam 23% de seu expediente para gerir esses dados.

Portanto, o maior ganho que as empresas têm ao adotarem a cultura orientada a dados é a segurança e rapidez na tomada de decisão. Quando embasada em estudos e análises seguras, as estratégias tendem a ser mais precisas – diferente de quando definições são tomadas em suposições ou incertezas.

Outro ponto crucial e que é uma boa notícia para as empresas: a cultura data driven pode ser aplicada em qualquer negócio de qualquer segmento do mercado.

 

Utilização e mais vantagens para quem aplica

Atualmente, as empresas utilizam essa prática por meio de ferramentas como machine learning, Big Data e inteligência artificial (tecnologia já abordada no </blog:4sys> e disponível para leitura neste link), por exemplo.

Para aplicar essas práticas em suas rotinas, além de promover a cultura de dados dentro de suas operações, as empresas também precisam investir em tecnologias que supram essas aplicações e que sejam capazes de captar as informações de maneira automatizada, segura, sistemática e rotineira. 

Além da segurança na tomada de decisão, já citada anteriormente, outros benefícios fazem parte do “pacote data driven”. Divulgada em 2021, pesquisa global da Statisa identificou outras vantagens atreladas ao uso de dados e Analytics por parte das organizações. São elas:

  • Melhoria na eficiência e na produtividade por parte dos(as) profissionais;
  • Crescimento na performance financeira;
  • Inovação na criação de novos produtos e serviços, gerando mais fontes de receitas para a empresa;
  • Facilidade na otimização da experiência do(a) cliente e na aquisição e retenção do(a) mesmo(a);
  • Mais destaque frente as organizações concorrentes não aderentes à cultura orientada a dados.

 

Data driven na Foursys 

Dentro de sua estratégia de se colocar cada vez mais competitiva no mercado da tecnologia, a Foursys tem investido fortemente em três pilares para a consolidação da cultura data driven em sua estrutura. São eles: data literacy (ou “alfabetização dos dados”, na tradução para o português), self-service em BI (ou “autosserviço”) e democratização dos dados. 

A data literacy tem como objetivo educar o/a usuário(a) quanto a melhor forma de utilizar os dados com base nas decisões que o/a mesmo(a) deve tomar. Dentro desse contexto, hoje a área de Data Lab da Foursys promove internamente workshops semanais com as áreas da empresa, que apresentam os processos e os indicadores que possuem e quais desafios de dados poderiam ajudá-la dentro de suas rotinas com base nas principais decisões do negócio atendido, além de orientar sobre qual o melhor produto de dados para cada situação, gerando um advisor. 

Já o pilar de autosserviço – ou self-service – em BI busca focar na entrega de informação para consumo das áreas da empresa, de forma que as mesmas utilizem suas ferramentas e técnicas para analisar os dados de forma independente. Aqui, todos os dados são entregues validados e tratados com técnicas de data quality, além de catalogados de acordo com o negócio. 

Por fim, o pilar de democratização de dados busca estabelecer processos para que os dados não fiquem restritos a silos, mas sim disponível para todos(as) os/as profissionais da organização – sempre em conformidade com as políticas de segurança da informação e da LGPD. 

Não tem mais como fugir da realidade: não é apenas necessário as empresas introduzirem dados em seus pilares de negócio e fomentarem o uso das informações entre os/as seus(uas) profissionais. É obrigatório! Num mercado cada vez mais competitivo e sedento por mais tecnologia e inovação, são eles que determinarão quais os próximos passos deverão ser dados pelas organizações.

 

Para ler e saber mais

Alguns livros são imprescindíveis para o entendimento do conceito de data driven e sua aplicação dentro do ambiente organizacional, sendo os principais:

O podcast The Data Chief Podcast, de Cindy Rowson (Toughtspot), também é muito recomendável para quem quer se aprofundar no tema. 

É como dizia o famoso cientista de dados W. Edwards Deming, “sem os dados, você é apenas uma pessoa qualquer com uma opinião”.

 

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