Escolha uma Página

Depois de falarmos um pouco sobre o Ágil Escalado e a aplicação do Nexus™ em produtos do tipo, chegou a hora de abordarmos outro framework ágil em evidência no mercado e que vem sendo explorado na Foursys: o Large Scale Scrum. 

O LeSS, como sua sigla sugere, é um conceito que trata da aplicação dos princípios, regras, elementos e propósito do SCRUM em um contexto de larga escala. Esse framework baseia-se, de forma geral, em PBls DONE, ciclos curtos, trabalho em equipe e definições comuns. Além disso, no LeSS o foco está voltando totalmente ao produto.  

Pronto para conhecer outro framework ágil aplicável em desafios escaláveis? Então vamos lá!

 

Os princípios do LeSS

Os princípios do LeSS podem ser resumidos em seis pilares. São eles: 

  • Costumer-centric: partir da premissa de que as equipes são mais focadas no cliente. Isso quer dizer que os times envolvidos devem aprender a resolver os problemas reais do cliente, reduzindo o tempo de espera na sua perspectiva e aumentando o ciclo de feedbacks com os mesmos; 
  • Continuous improvement towards perfection: criar e entregar um produto de forma frequente e eficiente, com baixo custo e sem defeitos, encantando os clientes e melhorando a vida de todos; 
  • Lean thinking: criar um sistema organizacional cujo os gestores sejam professores que apliquem e disseminem o pensamento lean. Dentro deste princípio, estabelecem-se dois pilares: o de respeito pelas pessoas e o da melhoria contínua; 
  • System thinking: visualizar, compreender e otimizar o sistema como um todo, não em partes; 
  • Empirical process control: inspecionar e adaptar continuamente o produto e o processo buscando sempre a evolução do mesmo, evitando seguir um conjunto de práticas recomendadas; 
  • Queuing theory: gerenciar o tamanho das filas e o limite dos pacotes de trabalho em andamento.

 

Imagem representando o funcionamento do LeSS dentro de um contexto ágil (Crédito da imagem: less.works)

 

Os eventos do LeSS

Assim como no framework Nexus™, os eventos do LeSS também são baseados no SCRUM, sendo eles: 

  • Initial Product Backlog Refinement: reunião de refinamento onde se define a visão do produto – ocorrendo uma vez para cada um deles. Nessa cerimônia também são criados o Definition of Done, os itens do Product Backlog e identificados os principais riscos. Tem a duração de 2 dias; 
  • Overall Product Backlog Refinement: nesta cerimônia de refinamento participam o PO (Product Owner) e os membros de todas as equipes envolvidas. O objetivo é definir quais itens cada equipe envolvida pode implantar e selecioná-los para o PBl de cada uma; 
  • Multi-team Product Backlog Refinement: reunião para detalhamento dos PBls, até que estejam prontos para implantação. Ocorre nas Sprints em que as equipes envolvidas acharem necessário e tem duração de 1 dia; 
  • Sprint Planning I: participam desta reunião o PO e os membros de todas as equipes. Nela são discutidas oportunidades de trabalho compartilhado nos PBls relacionados; 
  • Sprint Planning II: é realizada de forma independente pelos times, podendo haver a participação de duas ou mais equipes para coordenação e aprendizagem; 
  • Daily Scrum: assim como a cerimônia acima, também é realizado de forma independente por parte das equipes, podendo haver membros de outros times observando para o aumento de compartilhamento de informações; 
  • Coordination: trata-se do ato de elucidar o que está sendo feito por meio de conversas, espaço aberto e comunidades; 
  • Sprint Review: reunião que inclui a participação do PO, membros de todas as equipes e clientes/usuários relevantes. Neste espaço é apresentado e discutido tudo o que foi desenvolvido na Sprint; 
  • Overall Retrospective: nessa cerimônia o objetivo é explorar a melhoria do sistema geral. Participam o PO, os Scrum Masters e representantes rotativos de cada equipe envolvida. Sua duração é de 45 minutos por semana de Sprint.

 

Avaliação final do LeSS

O LeSS não é muito diferente do que estamos acostumados quando falamos de frameworks ágeis. Assim como no Nexus™, é muito importante que todos os times envolvidos saibam como trabalhar e compartilhar informações durante a Sprint. 

Ele é quase imperceptível quando comparado ao SCRUM, o que pode derrubar possíveis resistências da organização e de suas lideranças para seu uso. Esse ponto também é favorável quando falamos com os valores das equipes ágeis dentro da empresa. 

Entretanto, o grande número de células envolvidas em frameworks como o LeSS pode jogar contra quando falamos de gerenciamento de mudanças/prioridades e alinhamento entre as áreas de negócios e TI. Outro ponto de atenção é a dependência de artefatos e processos oriundos de áreas terceiras, como de Infraestrutura, por exemplo, podendo impactar na velocidade de entrega e no Time-to-Market. 

E você, acha que conseguiria utilizar este framework ágil em algum desafio de seu portfólio?  

Mais informações sobre o LeSS podem ser acessadas em seu site oficial.

 

Leia mais

Frameworks ágeis: conheça o Nexus™ e seus conceitos para aplicação em desafios escaláveis

O poder do Angular e seus benefícios para o desenvolvimento web

Foursys EUA: conheça nossa operação na Florida