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Você obviamente já deve ter ouvido falar sobre a IA, a RA e o metaverso, não é mesmo? Pois a inteligência artificial, a realidade aumentada e a mais recente tecnologia que promete levar as relações para outras dimensões culminando inclusive na troca do nome de uma companhia gigantesca, a Facebook, Inc.são tratadas hoje como o presente e o futuro do universo tech.

Neste blogpost, você conhecerá um pouco e descobrirá porque a IA, a RA e o metaverso não saem dos fóruns pela grande rede, do foco das grandes empresas mundiais e do imaginário das pessoas que trabalham ou apenas apreciam esse grande universo. Além disso, saberá o que a Foursys vem fazendo para se preparar para essas iminentes transformações. Vamos lá?

 

A inteligência artificial

Citada desde meados nos anos 1920, a inteligência artificial (IA) é a capacidade de alguma máquina ou dispositivo eletrônico funcionar o mais próximo possível da mente humana. Em constante evolução ao longo de todos esses anos, essa tecnologia encabeça o que é conhecida como “Quarta Revolução Industrial” ou “Indústria 4.0”, estando presente nos dias atuais em diversas aplicações.

Em um resumo muito simples e direto, a IA é desenvolvida e aprimorada para que as máquinas consigam desempenhar funções sem a interferência de uma pessoa. Isso inclui tomada de decisões, resolução de problemas, sugerir produtos personalizados para consumidores, entre inúmeras outras funcionalidades.

Para que funcione, a IA depende do desenvolvimento de algoritmos, códigos que servem como sequência de instruções que orientam o funcionamento de um software. A criação de uma cadeia lógica de algoritmos gera regras complexas para que a aplicação em questão consiga resolver um problema sozinha.

De forma muito prática, podemos afirmar que a inteligência artificial funciona da seguinte maneira: a partir de uma programação prévia, um código que considera alguma(as) variável(eis) realiza o processamento de dados e determina o que faz em cada situação específica.

Atualmente, a IA é aplicada: na indústria, com a evolução constante dos maquinários; em aparelhos de GPS e mapas; no atendimento aos usuários e consumidores via chatbots; no mercado do varejo, com a personalização para cada cliente de acordo com suas preferências e histórico de busca; na indústria bancária, onde as instituições usam algoritmos para analisar dados de seus mercado de atuação e concorrência; na área da saúde, onde máquinas têm auxiliado no diagnóstico de doenças e no combate à Covid-19, por exemplo; nas redes sociais, com ferramentas que personalizam o feed de acordo com os interesses dos usuários, entre outros.

Segundo estudo da PwC (PricewaterhouseCoopers), o potencial de contribuição da IA para a economia global é de US$ 15 trilhões até 2030, podendo auxiliar também na aceleração do PIB global em 26% para o mesmo período.

No Brasil, o uso dessa tecnologia vem crescendo exponencialmente ao longo dos anos. Segundo dados da Oxford Insights, por meio do relatório AI Readiness Index 2019, o país ocupa o 40º lugar entre 192 listados no que diz respeito ao uso de IA. Nos dias de hoje, há grandes possibilidades do avanço do assunto por aqui devido a necessidade de inovação digital principalmente nas instituições financeiras, criando a expectativa de aumento do PIB brasileiro em um ponto percentual até 2035.

 

A realidade aumentada

A realidade aumentada (RA) é uma tecnologia que permite sobrepor elementos virtuais à nossa visão de realidade. Explorada desde o final dos anos 70 e o início dos anos 80, ela funciona com base em 3 componentes: um objeto real que possibilite a interpretação e criação de um objeto virtual; uma câmera ou dispositivo capaz de fazer a transmissão da imagem; um software que intercepte o sinal transmitido por algum hardware.

O Google Maps, o Snapchat e seus inúmeros filtros, o simulador de planetas e constelações Star Chart e scanners faciais são exemplos de aplicações que utilizam a RA. O maior fenômeno e agente popularizador da tecnologia no mundo, porém, foi o aplicativo Pokémon GO. Em seu auge, o game japonês lançado em 2016 atingiu a impressionante marca de 45 milhões de usuários ativos diariamente, aproximando o grande público de uma evolução digital até então não muito explorada por todos.

 

Segundo relatório da ReportsnReports, a expectativa é que o mercado de RA atinja US$ 60,55 bilhões até 2023. Já a Gartner estima que 30% das grandes empresas globais adotem a tecnologia como estratégia de transformação digital nos próximos anos, esperando impactar positivamente seus negócios e clientes.

 

O metaverso

Tido como a evolução da internet por entusiastas e especialistas do meio tech, o metaverso é uma camada da realidade que faz a integração dos mundos real e virtual. Na prática, é um ambiente imersivo desenvolvido a partir de tecnologias como a realidade aumentada (RA), realidade virtual (RV), blockchain e criptos, com potencial para transformar as integrações sociais entre as pessoas, negociações comerciais, etc.

O metaverso começou a ganhar popularidade em 2021 principalmente com o novo posicionamento da Facebook, Inc., que passou a se chamar Meta Platforms, Inc. anunciando também forte investimento no desenvolvimento da tecnologia para o futuro das relações entre os humanos. No entanto, o metaverso foi colocado em pauta pela primeira vez em 1992 pelo escritor norte-americano Neal Stephenson, que o descreveu como “um mundo virtual 3D vivido através de avatares de pessoas reais”.

Pode ser considerado como aplicações de metaverso: imersão em diferentes mundos; quebra de barreiras geográficas com interação 3D; realizações físicas de coisas que só estão no imaginário do humano; espaços virtuais onde se é possível construir cenários e interagir com pessoas; experiência sensorial de estar em algum lugar em que, na verdade, a pessoa não está.

Óculos de realidade aumentada fazem parte dessa inovação tecnológica. Com ele, por exemplo, é possível enxergar outro lugar – ou dimensão – e interagir nessa realidade paralela. No mundo dos games, um dos aplicativos mais famosos é o Beat Saber, que se passa em um ambiente surrealista de neon noir. 

Segundo estudo da Bloomberg Intelligence, o mercado do metaverso deve alcançar US$ 800 bilhões até 2024, principalmente por conta dos jogos que utilizam a tecnologia e por eventos que serão realizados nessa nova camada de realidade.

No campo empresarial, a construção do metaverso é uma grande aposta e encontra-se em estágio inicial de implantação. Bill Gates, fundador da Microsoft, prevê que dentro de 2 ou 3 anos, todas as reuniões virtuais acontecerão dentro do mundo virtual. Seu uso crescente dentro das corporações exigirá adaptação dos profissionais e das próprias empresas, além da criação de novas profissões, novas habilidades e conhecimentos para a demanda que está por vir.

 

Como a Four está tratando os assuntos?

Na Foursys, todas as ações que têm alguma relação com as 3 tecnologias em questão estão sendo analisadas e desenvolvidas pela equipe de Data Lab, sob a liderança do cientista-chefe Fulvio Mascara.

Dentro das necessidades da empresa e de todas as áreas que a compõe, a vem criando aplicações utilizando IA com o objetivo de fazer automação inteligente nos processos internos da organização. “Quando se pensa em IA, você desenvolve uma aplicação para automatizar de forma inteligente a tomada de decisão de um processo de negócio”, explica Mascara.

Um exemplo do uso da inteligência artificial nos processos internos da empresa é o desenvolvimento de soluções automatizadas de CRM (Customer Relationship Management), com base em machine learning e algoritmos, que oferecem aos executivos cenários sobre quais oportunidades têm maior chance de trazer sucesso à organização. “Temos, neste caso, a IA automatizando todo o processo de decisão em prol dos interesses da Foursys”, pontua o cientista-chefe.

Outro exercício em IA que vem sendo testado internamente é o desenvolvimento de motores de recomendação para gerar ações personalizadas de melhoria de qualidade com foco em nossos colaboradores, através de aplicações e algoritmos de People Analytics.

Segundo Mascara, “todas essas aplicações que estão sendo desenvolvidas para os processos internos da Foursys poderão, no futuro, ser ofertadas aos nossos clientes e parceiros, uma vez que eles também possuem os mesmos desafios dentro de seus negócios”.

Sobre o metaverso, possíveis modelos estão sendo estudados pelo Data Lab da Foursys com a intenção de, inicialmente, desenvolver um piloto de escritório virtual dentro deste universo digital. Outro desafio é a análise de como essa tecnologia pode ser ofertada para clientes e parceiros, de forma que os mesmos tenham a visibilidade desejada dentro do ambiente do metaverso.

Neste blogpost, procuramos falar um pouco sobre a IA, a RA e o metaverso, tecnologias que têm encabeçado a lista de inovações digitais dentro do universo tech e forçado as empresas a investirem pesado pensando no futuro de seus negócios. Mais do que grandes investimentos para a economia global, o desenvolvimento de aplicações desse tipo tem forçado as organizações e os profissionais de TI se prepararem cada vez mais com novas habilidades e conhecimento, a ponto que estejam preparados para as grandes demandas que certamente surgirão.

 

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